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Sigo a estrada. Caminho tortuoso, com caminhar acelerado, passos pesados, com a mente retalhada por ritmos devassos e sons estrangulados.
A escuridão tapa-me a vista, aperto nervosamente o que tenho no bolso, o estômago age estranhamente como se o almoço quisesse apanhar sol, escorre suor pela perna.
Estou perdido! Como um anúncio em néon aparece em frente aos olhos repetidamente.
Que terei feito eu para merecer isto? Suína vida por me fustigas tu?
Apenas tentei ir onde me apeteceu! Apenas toquei onde pude! Segui apenas o que os instintos orientavam!
Ninguém me tem de dizer o que é bom e mau! Porque será que me sinto assim? Sei que não faço aos outros o que não quero que me façam a mim! Tento ser forte e trepar por este mundo, como um ser inteligente, e tu castigas-me assim?
Tentas me negar a vida?
Não o conseguireis!
Pois apenas violei, e violo e violarei até findar esta carcaça!
Amarrarei a mão a este pedaço de lama. E nada nem ninguém me fará fechar a vista outra vez!

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